Eça de Queirós
1888
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A decadência de uma família portuguesa e o amor proibido no coração de Lisboa oitocentista.
Os Maias (1888) é o romance mais ambicioso e completo de Eça de Queirós, o maior escritor do realismo português. Narra a história de três gerações da família Maia, desde o início do século XIX até à Lisboa dos anos 1870-1880, com uma riqueza de personagens e uma precisão social que não têm paralelo na literatura portuguesa.
No centro da narrativa está Carlos Eduardo da Maia, belo, rico e cultivado, que se apaixona perdidamente por Maria Eduarda. Mas a relação dos dois encerra um segredo terrível que os destruirá a ambos. Em torno dessa tragédia central, Eça tece um retrato impiedoso da sociedade portuguesa da época: a sua frivolidade, a sua provincianidade e a sua incapacidade de se renovar.
Eça de Queirós era um escritor e diplomata português, nascido em Póvoa de Varzim em 1845. Estudou em Coimbra e foi fortemente influenciado pelo realismo francês de Flaubert e Zola. Com Os Maias atingiu a maturidade plena do seu estilo: uma prosa elegante, irónica e cinematográfica, capaz de alternar entre a comédia de costumes e o drama mais sombrio.
Romance de formação, romance de amor e sátira social, Os Maias continua a ser o livro mais lido da literatura portuguesa oitocentista e uma obra indispensável para compreender Portugal e a sua cultura.
Eça de Queirós (1845-1900), o maior representante do realismo literário em Portugal.
Da decadência de uma família aristocrática portuguesa e de um amor trágico com um segredo terrível.
Em 1888, considerado o ano em que Eça atingiu a plena maturidade literária.